Que se repete regularmente


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Eu não entendo de política, nem sei se quero entender. Provavelmente até quem entende não está sabendo porra nenhuma do que tem acontecido no Brasil. Mas do pouquinho que eu consigo perceber, olhando para o pouco que eu sei lá de trás, estamos aqui cometendo os mesmos erros das gerações antes da nossa.  Isso é a causa de um sentimento tão sincero e angustiante… Agora a pouco eu li esse post da Mia, e percebi que o sentimento não é só meu. Esse sentimento se chama medo.

Sou muito nova para entender a dimensão do que passou, e muito inexperiente e ignorante para entender o que pode vir. Mas não sou cega, e consigo ver que nada de bom pode vir de um governo formado por homens ricos, retrógrados e machistas. Pelo menos não para mim e não para os meus, e por nós eu tenho medo. Por nós que dependemos de programas estudantis como Fies e ProUni para estudar, que somos mulheres e intelectualmente desvalorizadas por isso. Tenho medo pelos outros, porque consigo reconhecer que eu não sou o elo mais fraco nessa injusta pirâmide social, e é quem tá lá em baixo é quem vai sofrer mais.

Eu não sei o que vai ser, eu não entendo o que vai ser. Mas não estou otimista. Estou com medo. Apesar de nunca ter apoiado ou ter dado meu voto para o governo derrubado, me sinto derrotada pelo fantasma do retrocesso de valores. Derrotada pela ignorância de uma massa que tem preguiça de ler e pensar e acha mais fácil ser conduzida. O quão triste isso é?

Sinto o cheiro de tempos difíceis para os jovens. Sinto uma vontade imensa de estar errada.

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