Exagerada, mas nunca aos seus pés 2


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 Ilustração de Amanda Roosevelt

Eu sou mesmo exagerada. Adoro um drama inventado.

E o motivo é simples: só gosto de viver quando é de muito. Como muito, corro muito, falo muito, choro muito, estudo muito, amo muito, me entrego muito, sonho muito. Tudo muito. Não sei ser pouca.

Há quem não goste, o que não é problema meu. Eu continuo sendo bastante, transbordando. Sentindo como se hoje fosse o último dia da minha vida. Não faço planos, quero tudo agora. Quero acreditar na boa vontade de geral e cair na depressão quando me decepcionarem. Vou arriscar tudo e depois recomeçar do zero se for preciso.

Comigo é 8 ou 8000. Nada de 8, só 8000.

Mergulho de ponta em piscina rasa. Corro feito louca em asfalto quente. Fico bronzeada no sol de meio dia. Como toda a barra de chocolate de uma vez.

Não vou pegar leve. Não quero pegar leve. Não preciso pegar leve. Quero continuar intensa, dramática, exagerada. Gosto de ser essa caricatura de todas as emoções em uma pessoa só.

Não vou trazer rosas roubadas. Nem pedir desculpas por minhas mancadas. Mas, com certeza, pra mim é tudo ou nunca mais.


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