Eu e o 2016 que vai 2


2016 foi atípico, sobretudo o segundo semestre. Dos piores da minha história recente. Algo muito triste e injusto aconteceu, não comigo, mas isso revirou minha cabeça e me fez atentar para o fato de que a vida não é justa. Se não foi justa com aquelas pessoas maravilhosas, não será comigo que sou alguém comum. Imaginar e presenciar o sofrimento de pessoas que você admira é um tapa na cara, é um balde de água fria te mostrando a sua vulnerabilidade. Vulnerabilidade que tem que ficar quietinha e calada, porque tem gente sofrendo de verdade bem ali.

A morte leva mais que uma pessoa, leva sonhos e planos de vida. Não levou de mim ninguém tão próximo, mas levou minha certeza de que coisas boas acontecem para quem faz o bem. E eu desabei. Fui mal na faculdade, parei de fazer as coisas que gostava, passei a pensar demais sobre coisas que nem mereciam minha atenção. Existe futuro?! Ansiedade elevada a milésima potência.

Me disseram que ninguém se importa com meus problemas, não importa se meu rendimento caiu porque eu não consigo organizar meus pensamentos. E meu coração. Mas mesmo o mundo não se importando, o máximo de mim foi esse pouco que eu consegui. E olhando para trás, nem foi tão pouco assim.

Esse ano me deu uma obrigação imensa de valorizar e agradecer pela família que tenho. Saudável e perto de mim.

Aconteceram coisas boas sim, mas não consegui aproveitá-las. É uma pena que eu não tenha aprendido a usar essa angústia como combustível. Mas pelo menos aprendi a não menosprezar quem demora mais para se curar.

Quis voltar minha atenção para o que é essencial, parar de escrever bobeira na internet e me focar em coisas mais palpáveis. “Vou fazer 29 anos, preciso crescer!” Mas quer saber?! Isso é idiotice! Ás vezes é o leve e fútil que segura a barra dos pensamentos e energias ruins.

Para me lembrar disso, fiz uma lista de tudo que foi acessado aqui durante o ano. Em 2015 eu fui mais leve e menos credora de mim mesma, o resultado disso é que os posts mais acessados são de 2015. Bem clichê:

Os 16 mais acessados de 2016:

1. O encanto de Tribos Africanas (2105)
2. O dia em quem liguei o foda-se (2015)
3. Porque o feminismo incomoda (2015)
4. Arquitetura – Zaha Hadid (2016)
5. Filmes de Romance (2015)
6. 10 coisas que foda-se se os homens não gostam (2015)
7. Vizinhos sexualmente escandalosos (2016)
8. As dores e as delícias de ser feminista (2016)
9. Porque não acredito em pessoas que traem (2016)
10. Visualizo e não respondo (2016)
11. 15 dicas de filme para quem vai passar o carnaval em casa (2015)
12. Dica de Serie – Love Netflix (2016)
13. Os sonhos de Erna e Hrefna (2015)
14. Amor Próprio (2016)
15. Modelos da Playboy com o chegar da terceira idade (2016)
16. Não minimalismo de Minjae Lee (2016)

Foi legal perceber que, apesar da minha ausência, isso aqui continuou sendo lido e alcançando pessoas. E me lembrei porque preciso tanto disso aqui: pelas pessoas! Para encontrar gente como eu em vários lugares. Gente que eu consiga entender e que me entenda também.

Passagem de ano é sempre recomeço pra mim, e nesse recomeço quero me reconectar com as pessoas longe e perto de mim. Ser mais leve, mais fútil. Menos medrosa. E bem menos dramática.


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