Ansiedade e eu – Truques para viver melhor 7


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Há alguns dias eu li um post da Dani Cruz sobre ansiedade, e depois ela postou essas dicas sobre lidar com a ansiedade. E eu me senti super abraçada. Seria clichê se eu dissesse que só entende quem sofre com isso, então vou tentar traduzir para quem não consegue entender o que é ansiedade crônica.

A pessoa ansiosa não vive em si nem no seu tempo. Está sempre, SEMPRE, preocupada com outras pessoas e acontecimentos futuros. Querem fazer tudo ao mesmo tempo, e como obviamente não conseguem, a frustração é um fator comum. Raramente terminamos o que começamos, pois há sempre novos planos e novas ideias mais legais. É um ciclo vicioso que nos impede de viver o agora, porque amanhã é mais importante. É uma espécie de medo que a gente nem sabe o motivo, ou simplesmente criamos esse motivo mesmo sem nenhuma razão aparente. Quando tenho crises de ansiedade sempre imagino desfechos catastróficos, mesmo que seja para uma unha quebrada. Fisicamente sinto frio mesmo que esteja um calor de matar, meu coração acelera, mexo as mãos de um jeito engraçado e sinto dores no estômago. O ruim é que às vezes a crise dura dias e eu passo um tempão sentindo todos esses sintomas, às vezes com intensidade, às vezes não.

A primeira vez que tive contato com a ansiedade nessa forma tão cruel foi em 2007, e nem fazia ideia do que era. Procurei ajuda médica, mas devo confessar que nunca dei bem com psicólogos. Tentei vários, mas ó, não é pra mim. E eu tive que aprender a conviver com isso por mim mesma. Lendo sobre, respirando, tentando me conhecer… Lógico que não é caminho mais fácil nem de longe aconselhável, inclusive eu tenho acompanhamento médico. Acontece que viver melhor só depende de mim mesma independente de toda ajuda que eu tenha, e me lasquei muito antes de entender isso.

Ter ajuda

A minha ajuda principal, hoje, é o meu marido. Ele entende meus dramas e tenta puxar o máximo que dá para eu pegar impulso e ir em frente, mas sem forças a barra. Não é uma relação de dependência como pode parecer, na verdade é o inverso. Ele consegue me mostrar que eu posso fazer as coisas sozinhas e me dá uns puxões de orelha quando desanimo. Nem sempre é um fofo quando faz isso, mas me obriga a ser mais forte e organizada.

Organização

Todo ansioso que eu conheço é desorganizado. Não sei se isso é um sintoma, mas comigo funciona como um ciclo: ansiedade me desorganiza e desorganização me deixa ansiosa. Louco né?! Quando minha mesa de trabalho tá bonitinha e sei que vai dar tempo de fazer tudo minha cabeça se acalma. Por isso faço listas.

Listas

Fazer listas ajuda, ajuda imenso, ajuda muito! É difícil para um ansioso seguir listas, mas sigo tentando viver com elas. Post its viraram meus melhores amigos, bem como uma agenda e um caderninho de anotações sempre a mão. Assim eu vou organizando o pensamento e visualizando melhor a bagunça na minha cabeça. Além de saber que não vou esquecer ideias que pipocam na minha cabeça.

Expressar-se

Além de ansiosa, sou criativa. E criatividade não é algo necessariamente bom o tempo todo, é péssimo quando me ajuda a criar catástrofes ainda mais catastróficas e inevitáveis na minha cabeça. Sério! Crio diálogos que nunca vão acontecer, e sempre acabam mal. Então eu tento botar para fora essa criatividade, deixar ela sair antes que transborde através de sentimentos ruins. Esse é o principal motivo de eu escrever, desenhar, pintar, correr e fazer todo o resto de atividades que me parecem interessantes, nem que seja a só primeira vista.

Hobbys

Eu tenho vários hobbys. Ocupar a cabeça e mirar em produzir coisas boas é um remédio santo! Minha vó dizia que cabeça vazia é oficia do diabo. Não acredito na existência do diabo, mas acredito no que ela queria dizer. Cabeça de ansioso não funciona bem ociosa, não funciona bem com a solidão e não funciona bem com clima de tensão em torno de si.

Cercar-se de coisas boas

Muitas coisas melhoram quando você se cerca de coisas alegres. Seja pessoas, músicas, filmes, livros… Pessoas negativas e competitivas passo longe! Lógico que assisto um drama de vez quando, mas quando sinto que a crise tá pertinho evito o que pode me trazer más lembranças ou sentimentos. Faço listas de filmes alegres e músicas divertidas para dar o play quando sinto que preciso disso.

Eu não estou livre da ansiedade, e essas coisas não são milagres. Ainda dou um monte de trabalho para minha família e amigos, mas tornar-me consciente de que eu tenho um problema e que eu preciso lutar todos os dias contra ele me permite pensar com mais clareza. E ser mais feliz.

Alguém mais sofre de ansiedade por aqui?!
Se quiser conversar pode usar o link de contato que a gente pode trocar umas ideias por e-mail.


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7 pensamentos em “Ansiedade e eu – Truques para viver melhor

  • Fernanda Rodrigues

    Compartilhei o texto lá no facebook, porque vários amigos sofrem com isso e eu começo a sofrer também.
    É um caos que angustia! :/

    Certeza que o seu post irá ajudar a dar um norte na vida de todo mundo!

    Beijos,

  • K A H

    Quando vi o título desse post logo me identifiquei. Tive uma crise muito forte em 2013 e desde então acordei pra vida e comecei a enxergar esse problema com a ansiedade. É uma angústia que a gente não sabe de onde vem, nem pra onde vai. Em momentos de mais controle eu consigo me dar aquela chacoalhada mental e pensar: PQ TA CORRENDO? pq ta sofrendo com coisas que nem aconteceram? Pq tudo isso? Eai, volto ao estado normal e relaxo, mas é difícil isso, muito mesmo.

    Esse mês quero voltar a praticar karatê (uma coisa que me ajudou muito já) e a fotografia de certa forma tem me ajudado tb. Quando a gente ocupa a cabeça com coisas mais leves fica mais fácil levar, né?

    Quem sempre fala sobre esses assuntos é minha amiga Cheel, do blog Eu Nomadiando, depois da uma lida nos textos e poesias dela, acho que vc vai gostar! Beijos.