3 livros que mudaram a minha vida 10


Quando eu vi essa proposta de postagem no grupo do Rotaroots, não consegui de cara pensar em apenas três livros. Acho que todos os livros muda a gente um pouquinho, nem que seja acrescentando algo novo lá no fundo. E mudar minha vida inteira, nossa, isso é muita coisa. É um poder que não é tão fácil assim de conseguir.

Mas pensei em três que, se não mudaram a minha vida me fizeram ver as coisas com outros olhos e tomar pequenas decisões de maneira diferente. Sobretudo quando eu ainda estava entrando na adolescência.

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A Marca de uma Lágrima, de Pedro Bandeira.

Não sei que idade eu tinha quando li, mas foi antes dos 12 anos. É uma romance cujo a protagonista é uma garota que gosta de escrever e com isso ajuda a amiga conquistar o garoto que ela mesma estava afim. Ela passa a história inteira sofrendo por esse amor para no fim das contas descobrir que não era bem isso. Uma garota de 13 anos, com problemas de auto estima, medo de se expressar e absorvida por frases que ela mesma escrevia: era eu!! Eu me via na Isabel! Foi uma identificação espontânea e sincera que com certeza todas as adolescentes do mundo que leram esse livro também experimentaram. E ver tudo se ajeitando para Isabel de uma forma que ela não esperava, me fez acreditar pela primeira vez que as coisas nem sempre seriam como eu queria, mas poderiam acabar bem. Um grande desserviço foi o desejo de querer “ser salva” pelo amor da minha vida, mas isso durou pouco.

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Depois Daquele Viagem, de Valéria Polizzi

Esse livro foi forte em muitos sentidos muito pessoais. Começa pelo fato que aos 14 anos eu adorava um Bad Boy, escolhia só as peças ruim pra me apaixonar. A autora contraiu AIDS aos 16, logo com o primeiro namorado. O livro é justamente como ela conviveu com o vírus durante os dez anos seguintes.

Toda adolescente deveria ler.

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Eu, Christiane F., 13 anos, drogada e prostituída, de Christiane F.

Acho que todas nós fomos obrigadas a ler esse livro. Não, eu não gostei, nem um pouquinho. Mas é degradante em tantos níveis que eu demorei muito para ter coragem de beber sem culpa. Criei um medo de ficar como a Christiane F., que ultrapassou o limite do saudável. Acho que esse não é um bom livro para se entregar em mãos de adolescentes, não da adolescente que eu era a 15 anos atrás. Hoje em dia juro que não sei a que pé anda a maturidade nessa idade, mas eu não entregaria para uma filha minha ler isso não.

Post proposto pelo grupo Rotaroots


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